quarta-feira, 12 de junho de 2013


Vem aí a Rede
          A formação do Partido Rede, de Marina Silva, só depende agora da boa vontade dos cartórios eleitorais. O partido conclui esta semana, informa o deputado Alfredo Sirkis (RJ), a coleta das cerca de 550 mil assinaturas para requerer ao TSE o registro do partido. Mesmo assim, por causa das assinaturas que podem ser invalidadas, a Rede traçou como objetivo coletar mais 170 mil apoios.


Tensão com a situação da economia
Um governo não pode transmitir pessimismo, mas é grande a tensão na equipe da presidente Dilma com a economia. Uma das dúvidas é se o Banco Central, auxiliado pelas medidas fiscais que estão sendo editadas, vai conseguir segurar o câmbio e evitar uma desvalorização. A única certeza é que não será adotada nenhuma medida que sacrifique o baixo crescimento da economia. Nas circunstâncias atuais, de crise mundial, um incremento de 2% ou 3% é visto como um grande crescimento. Por isso, a ordem é continuar pedalando, pois qualquer ruptura atingirá em cheio as endividadas classes C e D, sustentáculos políticos e eleitorais dos governos Lula e Dilma.



“Esse é um movimento organizado contra a produção brasileira. Nós já tivemos o MST; depois, o Código Florestal; e, agora, a questão indígena”

Kátia Abreu
Senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação Nacional da Agricultura



Redução de danos
O Planalto não quer mais ser surpreendido com projetos, como o do fim das gorgetas dos garçons, nos plenários e comissões da Câmara e do Senado. Os líderes do governo vão fazer uma varredura para levantar as propostas polêmicas. 

Na pressão
O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) jogou duro e a Telebrás entregou, em tempo recorde, as fibras óticas com dupla abordagem que vão viabilizar a transmissão dos jogos da Copa pela TV e os serviços de telefonia. Agora falta, em alguns estádios, o cabeamento para garantir as telecomunicações nos centros de imprensa e nas lojas.


No mesmo patamar
Os analistas do PT registram, no Datafolha, que as perdas da presidente Dilma não se transferiram para os candidatos da oposição. Somados (Aécio, Marina e Eduardo), eles tinham 34% em dezembro, 32% em março e 36% agora.

Compadrio
Os parlamentares temem retaliação do TCU. Mas criticam a omissão do Ministério Público no caso do auxílio refeição dos ministros do Tribunal. Dizem que eles pegaram carona em decisão válida para o Judiciário. Pela Constituição, o TCU integra o Poder Legislativo. No capítulo do Poder Judiciário não há referência ao TCU, nem quando trata das “Funções Essenciais à Justiça”. 


Calendário definido
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, fechou com os mineiros que o candidato ao governo será decidido até dezembro. Em março de 2014, o partido decidirá se o governador Antonio Anastasia concorrerá ou não ao Senado.

A largada no Maranhão
O presidente da Embratur, Flávio Dino, lidera a corrida para o governo. Ele tem de 56% a 62%, nas pesquisas Escutec e IPOP. O ministro Edison Lobão tem 27% e Luiz Fernando, candidato da governadora Roseana Sarney, tem de 15% a 17%.


Temer, Alckmin e Haddad querem trazer a Expo 2020, sobre crescimento sustentável, para São Paulo, e não a Conferência da ONU para o Meio Ambiente.

terça-feira, 11 de junho de 2013

A coluna Panorama Político (11/6) do jornal O Globo (Ilimar Franco)



 
A fatura do DEM
          A cúpula do DEM decidiu que a prioridade, em 2014, são as eleições estaduais. Somente após fechar as alianças regionais, buscando ampliar sua bancada no Congresso, e que tratará da disputa presidencial. A tendência é apoiar Aécio Neves, mas para entregar seu tempo de TV aos tucanos, uma ala do partido quer um vice do Nordeste. São nomes fortes seu presidente, José Agripino, e Paulo Souto.
Dor de cabeça para os tucanos
O PSDB está prestes a ter uma perda nas eleições presidenciais. A principal liderança do partido no Piauí, o ex-prefeito de Teresina Silvio Mendes está se transferindo para o PP para concorrer ao governo. O candidato ao Planalto do PSDB, senador Aécio Neves (MG), já foi comunicado da mudança pelo próprio Silvio, que hoje está em São Paulo para conversar com José Serra. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, maior liderança de seu partido no Estado, revela que a festa de filiação será em agosto e que “a presidente Dilma terá dois palanques aqui”. O outro será o do candidato do PT, o líder do partido no Senado, Wellington Dias.



“O Brasil é nessa área uma vergonha. Um governo que investe R$ 10 bi por ano (transporte) dificilmente vai fazer qualquer coisa relevante”

Raul Veloso
Economista, sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura



Se protegendo do poder Executivo
Os líderes acertaram ontem com o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que o voto será aberto para a cassação de mandatos. As votações dos vetos presidenciais e das eleições para a Mesa Diretora serão mantidas secretas.


Jogando junto
O presidente da França, François Holland, recebeu ontem o vice Michel Temer, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad. Eles pediram apoio para que a Conferência da ONU para o Meio Ambiente, em 2020, seja em São Paulo. Holland elogiou: “É impossível, na França, unir vários partidos num projeto comum”.

O alerta
A variação na intenção de voto e no desempenho do governo, no Datafolha, foram recebidos com normalidade pela assessoria da presidente Dilma. Avaliam que ela serve para “evitar o salto alto” e que a oposição não tem muito para comemorar.


Redução de danos
O governo quer que a apresentação de "emendas aglutinativas", na votação de MPs, fique condicionada ao aval de líderes que representem 50% da Câmara ou do Senado. Na MP dos Portos, uma dessas emendas, que pode alterar todo o conteúdo de uma MP, foi apresentada pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).


Bola cheia
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, almoça sexta-feira com a presidente Dilma. Ao lado do ministro Aldo Rebelo, no domingo, ele almoça na cidade do Rio de Janeiro, com o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.


O favorito
A intenção de voto no líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB), para o governo do Amazonas, oscila de 57% a 67%, segundo o Ibope. Para presidente: Dilma 72%; Marina Silva 14%; Aécio Neves 3%; e, Eduardo Campos 3%.


Protesto. Com a palavra o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA): “Desde fevereiro, que a Executiva Nacional do partido não se reúne”.

domingo, 9 de junho de 2013

A coluna Panorama Político (09/06) do jornal O Globo (Ilimar Franco)


A linha justa
          A ministra Ideli Salvatti discorda do líder do governo Arlindo Chinaglia (PT), de que o Planalto só tem 150 aliados fiéis na Câmara. Avalia que não dá para contar com 100% dos aliados o tempo todo. E que tendo uma base ampla, um governo aprova suas propostas ora com o apoio de uma parte ora com o de outra. “Se a gente só tivesse 150 aliados fiéis não tínhamos aprovado tudo”, afirma.

Letra morta
O TSE liquidou com a lei da fidelidade partidária. Desde de 2007, o Tribunal recebeu 51 casos de deputados federais e três de senadores que mudaram de partido. Das 51 ações, 39 delas foram arquivadas, beneficiando o parlamentar infiel. No caso dos senadores, todos saíram ganhando, mantendo seus mandatos. Estão tramitando no TSE outras 12 ações de deputados, sem prazo para conclusão. Apenas um deputado até hoje teve o mandato cassado pelo Tribunal por infidelidade partidária. Foi Walter Brito (PB), que trocou o DEM pelo PRB. A fidelidade virou lei a partir de resposta do TSE à consulta do DEM.

“Nós estamos bombando. Não há nada grave na economia. Passou a tempestade”

Fernando Pimentel
Ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio

Fazendo a corte
Jogando com o PT nacional, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, está oferecendo seu partido ao ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), em choque com o PSB de Eduardo Campos.



Subiu no telhado
O governo está virando o jogo e espera derrubar a proposta que extingue a multa de 10% do FGTS nas demissões sem justa causa. Para sensibilizar os aliados, os operadores políticos do Planalto estão alegando que o corte da receita da multa, R$ 2,2 bilhões anuais, vai prejudicar o “Minha Casa Minha Vida”, gerido pelo ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades).
A voz da experiência
Um político aliado, que está há muito tempo na estrada, prevê: Se a presidente Dilma chegar bem às eleições ela terá quantos palanques quiser no Rio; mas, se o quadro não for de tranquilidade, o PT degola a candidatura Lindbergh Farias.

Quanta transparência
Um ex-ministro relata que no governo Lula fez pedido de informações para diversas instituições públicas, inclusive do Poder Judiciário, sobre o valor de diárias pagas em viagens. A consulta foi feita para definir as diárias que seriam pagas pelo Poder Executivo. Os Tribunais Superiores abriram seus números. A única instituição que se recusou a dar informações foi o TCU.

Caminho sem volta
O governador Eduardo Campos (PSB-PE), relatando a um político do Nordeste por que vai ser candidato a presidente: o PSB não tem tamanho no Congresso para que ele assuma qualquer posição relevante no Senado.

Justificativa impositiva
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) trabalha emenda que, mesmo aprovado o Orçamento Impositivo, permite ao Executivo não pagar emendas em situações de crise financeira, desde que mande ao Congresso explicação do quadro.

Cresce no DEM o número de lideranças regionais que estão buscando alternativas novas, que não passam pelo PSDB, nas eleições estaduais.

sexta-feira, 7 de junho de 2013


O PT e o mensalão
          O Instituto Vox Populi mediu o dano provocado ao PT pelo julgamento do mensalão. A pesquisa, feita para petistas, registrou que a imagem do partido não mudou para 59%. Ficou pior para 26% e melhor para 11%. Sua atuação é considerada positiva para 59% e negativa para 23%. O PT tem hoje a simpatia de 29% dos ouvidos, o mesmo patamar anterior ao escândalo.
Festejado e cobrado
O ministro Celso Amorim (Defesa) foi chamado de estadista, “que enxerga a grandeza do Brasil muito além de momentâneas idiossincrasias”, pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, no almoço de seu aniversário de 71 anos, segunda-feira, no Clube do Exército. Ontem, ele foi recebido pela presidente Dilma, que lhe deu uma tarefa. Ela cobrou de Amorim que peça aos comandantes das Forças Armadas que atendam aos pedidos da Comissão da Verdade. Estes, reclamam que não conseguem examinar os arquivos militares. Eles não engolem a história oficial das Forças de que todos os documentos, da época da ditadura militar, foram destruídos.
“Hoje há um monólogo. A presidente está diariamente na TV de caneta na mão. Não há notícia do Eduardo, do Aécio e da Marina. Só dá Dilma”

Marcus Pestana
Deputado e presidente do PSDB mineiro, sobre a vantagem da presidente nas pesquisas de intenção de voto
O lobby do Rei
O cantor Roberto Carlos esteve no apartamento da ministra Cármen Lúcia, do STF, segunda-feira à noite. Foi defender a constitucionalidade da exigência de autorização de personalidades, e seus herdeiros, em livros que retratem suas vidas.

A escolha de Sofia
O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, reuniu-se segunda-feira com a ministra Gleisi Hoffmann. O religioso defendeu os índios e afirmou que a Igreja faz uma opção preferencial pelos pobres. A ministra retrucou: “E quando os dois lados são pobres?”, referindo-se aos assentamentos e aos pequenos produtores.
De olho na defesa da floresta
O DEM contesta os números da ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente). Cita a organização social “Imazon”. Esta registra que, em abril deste ano, o desmatamento da Amazônia Legal está 75% acima do verificado em julho de 2012.
“Kkkkkkkkkkk”
O presidente do Senado, Renan Calheiros, chega ao Planalto, anteontem, e dispara: “Aprendi que quem quer vive muito come pouco, descansa bastante e não briga com mulher”. A presidente Dilma e a ministra Gleisi Hoffmann sorriram. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (PSD), emenda: “Lá em Tocantins dizem que não se briga com quem usa saia: padre, juiz e mulher”.
Um mistério ronda a Esplanada
O Ministério das Comunicações decidiu investigar porque o programa “telefone social” chegou a apenas cerca de 10% das 22 milhões de famílias beneficiárias dos programas sociais.
Debate interditado
A crítica, de setores empresariais, ao aumento de 0,5 pontos percentuais dos juros, adotada pelo Copom do Banco Central, é compartilhada por vários ministros do governo Dilma. Avaliam que foi feita uma concessão ao mercado financeiro.
O governo Dilma está tenso com a possibilidade do vazamento de petróleo no Equador, num afluente do rio Solimões, cheguar ao Brasil.

terça-feira, 4 de junho de 2013


O diagnóstico
          Os dirigentes do Congresso já identificaram o motivo da desmobilização da base aliada nas votações. Na conversa, com a presidente Dilma, mostraram que a antecipação da campanha presidencial também acelerou a da reeleição dos parlamentares. Estes, sofrem intensa pressão das bases por resultados e, estão tensos com o “engessamento” do governo, que não atende os seus pleitos.
Ministros sem autonomia
Os ministros setoriais não conseguem programar o pagamento das emendas parlamentares. Tudo depende do veredito do Planejamento. As grandes obras, e projetos, com liberação de recursos garantidos são as incluídas no PAC. Enquanto isso, com a campanha eleitoral se aproximando, deputados e senadores não conseguem mostrar serviço para as suas bases. “A presidente Dilma quer se reeleger, mas deputados e senadores aliados também”, argumenta um dirigente do Congresso. Aliados dizem que a ministra Ideli Salvatti é vítima desta engrenagem e que leituras “moralistas” são simplificações.

“Independente do patamar de avaliação da presidente Dilma, com Aécio, Campos e Marina no páreo, há 80% de chances de haver segundo turno”

Renato Pereira
Marqueteiro do senador Aécio Neves, do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes

Ação e reação
O presidente de um partido governista diz que o PT é um dos responsáveis pelos problemas do Executivo no Congresso. Conta que “o PT tem linha direta com as prefeituras, passando por cima de deputados e senadores aliados”.


Os dois lados
O governo Dilma quer que o Congresso determine quanto tempo MPs terão de ser apreciadas pelas comissões especiais, para que elas sejam votadas com mais folga pelos penários da Câmara e do Senado. O comando do Congresso quer que a presidente Dilma tenha um calendário de edição de MPs para não congestionar o trabalho do Legislativo.

Memória
A decisão secreta do TCU, de conceder a seus ministros auxílio refeição retroativo, resgata debate sobre sua utilidade. Na Constituinte, o ex-senador José Paulo Bisol propôs sua extinção e chamava seus ministros de príncipes.

O drama tucano
Os economistas liberais, ligados aos tucanos, continuam pregando que o Brasil precisa de reformas, da previdência e trabalhista. Simpatizantes da candidatura Aécio Neves avaliam que os eleitores associam este discurso à redução de direitos de aposentados e trabalhadores. E, concluem: “Os tucanos têm plano de governo, mas não têm plano de eleição”.

Marina e os verdes
O deputado Sarney Filho (PV-MA), a exemplo do ex-deputado Fernando Gabeira, também defende que os verdes tenham uma só candidatura e acredita que o melhor a fazer é concentrar a votação na ex-ministra Marina Silva (Rede).

A pergunta que não quer calar
Após o Senado não votar a MP 605, o governo anunciou que editaria decreto garantindo a redução da tarifa de energia. Aliados questionam: “Se era possível fazer por decreto, por que uma MP? Porque desgastar a base aliada?” .

O PMDB trata a reunião de ontem, com a presidente Dilma, como institucional. Se fosse partidária, seus líderes e dirigentes teriam de participar.

domingo, 2 de junho de 2013


Forma e conteúdo
O ex-presidente Lula cuspiu fogo sobre o amigo e presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE), há poucos dias, em Brasília. A pessoas próximas, disse que não aceita as conversas sigilosas de Campos com tucanos e com grandes empresários, e o assédio que vem fazendo sobre petistas para que mudem de partido, casos do senador Lindbergh Farias e da ex-prefeita Luizianne Lins (CE).

Fora da agenda
O Meio Ambiente está na moda e a candidatura Marina Silva (Rede) ao Planalto força os demais a terem propostas. Mas a vida prática mostra que elas não são para valer. A cidade de São Paulo é um exemplo. Os rios Tietê e Pinheiros, que cortam a cidade, são dois lixos a céu aberto. Desde os anos 80, todos os partidos (PMDB, PTB, PT, PP, PSDB e DEM/PSD) já estiveram na prefeitura a nada relevante foi feito para despoluir o rio. O ex-deputado Fernando Gabeira, do PV, explica: "O descaso dos partidos é reflexo do atraso deles e a falta de amadurecimento da sociedade faz com que esta deficiência dos partidos não seja tão sentida".

“A ONU não vale nada. É como o Senado: não vota nada, não vale nada, não representa nada. O que vale é o Conselho de Segurança”

Pedro Simon
Senador PMDB-RS

Sem reforma ministerial
Apesar dos problemas relacionados à desarticulação política do governo com o Congresso, não há por parte da presidente Dilma nenhuma disposição em trocar ministros.



Ofertas
Com as conversas em torno do governador Eduardo Campos (PSB-PE) congeladas enquanto não anuncia sua candidatura presidencial, o senador Armando Monteiro (PTB), foto, está sendo assediado para concorrer ao governo numa chapa que incluiria o deputado João Paulo (PT) e o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), fora do PSB.

Sem clima
Um líder de partido da base aliada no Senado reclamava durante a semana do desânimo em desenvolver o papel no governo Dilma. Disse que não há margem de negociação com o Planalto e que a resposta padrão é que nada pode.

O PV e Marina
Uma ala do PV se ressente pelo fato de Marina Silva ter deixado o partido e resiste a apoiar sua candidatura. Mas um dos ícones dos verdes, o ex-deputado Fernando Gabeira, é daqueles que defendem apoiá-la. Sustenta que o campo dos ambientalistas é pequeno e que não suporta duas candidaturas. Por isso, o melhor a fazer é unir e concentrar em torno de um candidato.

Em campanha
O vice-presidente Michel Temer estará dia 12 de junho em Paris para defender a candidatura da Expo 2020 no Brasil. Participará de jantar oferecido aos membros do Bureau International des Expositions, responsável pela escolha.

Os negociadores
O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), instala quarta-feira Conselho Político integrado por dez candidatos a governador. O presidente será o vice de Minas Gerais, Alberto Pinto, cotado para a sucessão do tucano Antonio Anastasia.

Novo imposto. O deputado Vicente Cândido (PT-SP) apresentará PEC para que donos de jatinhos helicópteros e lanchas paguem IPVA.

sábado, 1 de junho de 2013



A fórmula da convivência
        Sem vitoriosos, sem vencidos. Esta será a premissa das conversas da próxima semana entre governo e PMDB. Para melhorar a articulação da presidente Dilma com o Congresso, será feito esforço dos dois lados. O Planalto negociará com antecedência o envio de projetos polêmicos e se abrirá mais ao diálogo. A interlocução permanecerá com as ministras Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti.

Banheiro para todos
Pesquisa encomendada pelo governo aponta que os banheiros estão entre as principais queixas dos usuários do aeroportos brasileiros. São poucos, sujos e apertados. Com o diagnóstico na mão, o ministro Moreira Franco (Aviação Civil) determinou à Infraero que priorize a reforma dos mais urgentes, caso do Santos Dumont, por causa do volume de passageiros com a Jornada Mundial da Juventude, em julho. A ordem é triplicar a capacidade dos banheiros antes da Copa das Confederações. Todos os outros aeroportos terão que rever essas áreas e melhorá-las de acordo com número de passageiros.

“O Senado não pode ser limitado eternamente no seu papel constitucional de apreciar MPs: de aprová-las, rejeitá-las, emendá-las e, se for necessário, deixar que caiam”

Renan Calheiros
Presidente do Senado

Questão regimental
No rosário de críticas desfiado pelo PMDB na relação da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) com o Congresso, está a falta de entendimento das votações na Câmara e Senado. Peemedebistas sugerem que se dedique à leitura do regimento.




Imbatível
A única forma do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ter garantida legenda para concorrer à reeleição, dizem petistas da cúpula de São Paulo, é se o tucano José Serra (SP) decidir concorrer ao Senado. Avaliam que Serra dificilmente perde a eleição e, com isso, a vaga ao Senado não seria alvo de interesse numa composição.

Aproximação
A presidente Dilma ofereceu ao presidente nacional do PTB, Benito Gama, a vice-presidência de Assuntos de Governo do Banco do Brasil. Partido ainda espera mais cargos no primeiro escalão para fechar o acordo.

Abastecimento eleitoral
A mudança dos royalties do ferro e do manganês favorece o Pará, onde o PT quer impedir a reeleição do governador Simão Jatene (PSDB). O Pará fica hoje com 30% destes royalties. Nos primeiros cinco meses deste ano, já recebeu R$ 471,9 milhões. No ano passado, foram R$ 524,2 milhões. Com o reajuste da alíquota de 2% do líquido para 4% do bruto esta receita deve dobrar.

Seleção mundial
Zico e o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) se reuniram ontem para discutir seminário internacional sobre modelos de gestão do futebol, em Salvador, no fim do ano. Entre os painelistas: Beckenbauer, Platini, Leonardo e Pepe Guardiola.

Pulga atrás da orelha
Os políticos estão intrigados com o caso Bolsa Família. Não entendem como ninguém tenha ficado sem sacar com a corrida atípica aos caixas eletrônicos. A Caixa não explica direito como estavam preparados para a demanda extra.

Debate antecipado. Associação dos Micro e Pequenos Empresários da Baixada Fluminense faz este mês rodada de conversa com candidatos ao governo.