quinta-feira, 20 de junho de 2013

A coluna Panorama Político (20/06) do jornal O Globo (Ilimar Franco)





A luta continua
          O movimento social organizado pretende se incorporar aos protestos no país. Militantes do MST, da CUT, da UNE, da UBES, da UJS, do PT e do PCdoB, com suas bandeiras, prometem engrossar as manifestações. A repercussão desta intervenção será conhecida hoje, na Avenida Paulista, em São Paulo, quando os militantes organizados marcharem ao lado da massa inorgânica liderada pelo Movimento do Passe Livre.

Protestos e indefinição eleitoral
As manifestações que sacudiram o país nos últimos dias, avalia o cientista político Ricardo Guedes, tornaram indefinidas as eleições presidenciais de 2014. Ele acredita que o pano de fundo do inconformismo é a inflação. E acrescenta que seu índice não é elevado, mas é significativo, considerando o baixo crescimento do PIB. Guedes acredita que a popularidade da presidente Dilma vai continuar caindo nos próximos meses e que é normal a oposição capitalizar a insatisfação. Mas ele faz um alerta: diante do viés antipolítica dos cidadãos que saíram às ruas, o protesto “pode desaguar numa terceira via”, referindo-se a Marina Silva (Rede).

“Se continuarmos achando que esses movimentos são contra A ou B, não vamos perceber que a indignação é generalizada e que estamos todos na vala comum”

Carlos Sampaio
Líder do PSDB na Câmara (SP)

Um olhar de fora
Um embaixador estrangeiro, experiente em América Latina, advertiu ontem uma liderança da oposição: “Vocês precisam responder (aos protestos), porque se não responderem (com propostas), a Marina Silva (Rede) vai crescer”.

Martelo batido
O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), não concorrerá em 2014 e avisou ao seu partido que não tem como ser contra a candidatura de Aécio Neves (PSDB) a presidente. Mas Lacerda não vai trocar de partido. Os tucanos vivem situação delicada, pois dependem de Eduardo Campos para levar a eleição para o segundo turno.

Cartão postal
O governo está preocupado com a repercussão externa das manifestações no Brasil. Especialmente porque jornais e revistas internacionais tratam os protestos como reação a tudo, destacando a Copa das Confederações.

Brasília: Dilma x Marina
Pesquisa do Instituto O&P, contratada pelo PSB, mostra que a presidente Dilma (PT) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) lideram a corrida eleitoral. Dilma tem 33,8% e Marina 27,9%. Nas eleições de 2010, o placar foi 41,9% dos votos para Marina e 31,7% para Dilma. Nesta pesquisa, Aécio Neves (PSDB) tem 17% e Eduardo Campos (PSB) 4,3%. A margem de erro é de 3,1%.

A Inteligência perdeu o faro
Chama a atenção dos políticos a falha do serviço de inteligência do Palácio do Planalto. Os que já participaram de outros governos, dizem que nunca viram situação igual a esta, em que um presidente da República é pego de surpresa.

No combate à inflação
A presidente Dilma vai definir se o gás de cozinha integra ou não a cesta básica. O Senado, na MP 609, aprovou a isenção do PIS/Cofins do gás. Se não houver veto, a redução do preço final do GLP para o consumidor poderá chegar a 5%.

Até eles. Servidores do Itamaraty que servem no exterior foram vistos, e fotografados, participando dos protestos em Londres e Nova York.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A coluna Panorama Político (19/06) do jornal O Globo (Ilimar Franco)


As manifestações e a Copa
          Os governos federal e estaduais estão apreensivos diante de protestos nos estádios. Um país vira sede de uma Copa para atrair novos turistas. Seria muito negativo se manifestantes impedirem torcedores, com ingressos na mão, ou as seleções, de chegar aos estádios. Na primeira rodada, já ocorreram ações que tinham este objetivo.

Petistas no pelourinho
O governador Agnelo Queiroz (DF) e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, estão sendo muito criticados no governo Dilma. A presidente deu uma dura em Agnelo, na noite de segunda-feira, porque não gostou da Secretaria de Segurança ter divulgado uma lista de funcionários do Planalto que estariam envolvidos nos protestos. O governador reconheceu que houve precipitação de seus subordinados. No caso de Haddad, ele está sendo criticado pelo mesmo motivo que o governador tucano Geraldo Alckmin. Ambos se negaram, quando os protestos começaram a ganhar as ruas, a negociar com os manifestantes.

“A mobilização é um repúdio à política marcada pelo fisiologismo e negociatas. É imperativo ampliar os mecanismos de participação direta da população”

Chico Alencar
Deputado federal (PSOL-RJ)

Medo das ruas
Os petistas começaram a fazer gestões para adiar a votação da MP 37, que retira poderes do Ministério Público. Ela está prevista para 26 de junho. Os petistas querem abrir uma nova negociação, pois temem a rejeição da MP.



Traduzindo as ruas
O ex-governador José Serra, em conversa com aliados, comparou as atuais manifestações ao movimento Cansei. “Aquele Cansei não pegou, porque ninguém se mobiliza contra imposto. Agora não, o pessoal está dizendo 'enchi o saco'”, comentou. Ele acrescentou que ainda há um componente lúdico: manifestação é gostoso de fazer.

Os radicais dos radicais
Nem militantes do PSOL e do PSTU escaparam das vaias. Cada vez que um de seus militantes levantava uma bandeira de suas organizações gerava gritos de protesto. Os manifestantes que saem às ruas estão à margem da esquerda radical.

Para debaixo do tapete
Os sites dos partidos foram econômicos ao tratar dos protestos que sacudiram o país. Os do PT, do PSDB, do DEM e do PMDB não trataram do tema. Os verborrágicos Instituto Teotônio Vilela (tucano) e Fundação Perseu Abramo (petista) silenciaram. Os protestos foram tratados de forma tímida pelo Instituto da Cidadania (Lula). Só tocaram no assunto o PTB, o PPS e o PCdoB.

O candidato
O secretário nacional da Justiça, Paulo Abrão, está em campanha pela vaga deixada por Cláudio Fontelesd na Comissão da Verdade. Ele esperava ser indicado no lugar de Gilson Dipp, que renunciou por problemas de saúde.

Retrato do momento
O Vox Populi fez pesquisa no Rio a pedido do PT. Garotinho (PR) lidera com 24%, Lindbergh (PT) tem 21,2%, Cesar Maia (DEM) 11,4% e Pezão (PMDB) 8,8%. O governador Sérgio Cabral tem 32,4% de ótimo/bom e a presidente Dilma 51,7%.

O ministro Antonio Patriota criticou ontem, em Oslo, no Fórum de Mediação a estrutura do Conselho de Seguranca da ONU e as potências mundiais.

terça-feira, 18 de junho de 2013

A coluna Panorama Político (18/06) do jornal O Globo (Ilimar Franco)


Surpresa nas ruas
          Os políticos estão perplexos com os protestos que tomaram as ruas. As manifestações não têm um alvo definido nem um objetivo específico. Seu foco inicial foi o aumento da passagem de ônibus, mas tudo indica que ele vai bater na Esplanada, no Congresso e no Planalto. A falta de ligação dos manifestantes, com qualquer partido, sugere que se trata de mobilização contra os Poderes instituídos.
Buscando entender os protestos
O cientista político Paulo Kramer diz que os manifestantes saem às ruas por “diferentes motivos”. Para o cientista político João Francisco Meira há um “somatório de insatisfações”. Ambos concordam que os protestos têm como pano de fundo a situação econômica difícil, com o retorno da inflação. Kramer avalia que a antecipação da corrida eleitoral deu sua contribuição. Meira acrescenta a existência de um elemento novo: a capacidade de mobilização e articulação de pequenos grupos gerada pelas redes sociais e novas formas de comunicação. Ambos destacam que as autoridades precisam enfrentar, com urgência, o drama da mobilidade urbana no país.

“Só falta o PT culpar novamente o Cesar Maia pela vaia”

Rodrigo Maia
Deputado federal (DEM-RJ), sobre as vaias contra a presidente Dilma na abertura da Copa das Confederações, em Brasília, referindo-se à vaia que o ex-presidente Lula levou na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos, em julho de 2007, no Rio de Janeiro

A voz da torcida
A vaia na presidente Dilma pode contribuir para mudar as coisas no governo. Alguns ministros torcem por um novo pacto no poder e em maior acesso à presidente. Acreditam que a vaia pode contribuir para que Dilma ouça mais sua equipe.

Espirituoso
A propósito da vaia na presidente Dilma, sábado no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), lembra que em 1954, após ser vaiado no Jockey Clube de São Paulo, o então presidente Getúlio Vargas olhou para o governador Lucas Garcez e lascou: “Lucas, eu não sabia que você era tão impopular”.

Entre dois amores
Dividida entre dois grupos, um formado por Rosa Cardoso e Cláudio Fonteles, e outro por Paulo Sérgio Pinheiro e José Carlos Dias, a Comissão da Verdade patina na indicação do integrante que tem que substituir Gilson Dipp, que renunciou.

A marca de Padilha
O programa “Mais Médicos” vai ser lançado em julho e as associações médicas não serão atendidas. Os primeiros, virão de Portugal e Espanha, e não serão submetidos ao Revalida. Eles receberão um salário de R$ 8 mil. No final do ano, chegarão os cubanos. O governo também vai anunciar o aumento da residência médica nas universidades federais de 2 para 4 anos.

Puxador de votos
O governador Jaques Wagner (PT-BA) quer fazer de seu vice, Otto Alencar (PSD), candidato a governador. Otto tem a vantagem de concorrer no cargo e não poderia disputar a reeleição em 2018. Jaques deve disputar uma cadeira para a Câmara.

Mobilização da militância
O governador Eduardo Campos (PE) vai antecipar, para janeiro, o Congresso Nacional do PSB. Sua expectativa é que as bases apoiem a candidatura própria e que, depois disso, será difícil líderes do partido se colocarem contra.

O Diretório Estadual do PT aprovou, no domingo, resolução reafirmando apoio à candidatura ao governo do senador Lindbergh Farias.

domingo, 16 de junho de 2013

A coluna Panorama Político (16/06) do jornal O Globo (Ilimar Franco)


Padilha na cabeça
          A cúpula do PT e o ex-presidente Lula chegaram à conclusão que, diante da antecipação da campanha eleitoral, será preciso definir até, no máximo agosto, o candidato ao governo de São Paulo. O favorito é o ministro Alexandre Padilha (Saúde). Pesquisas internas do partido mostram que, apesar da área espinhosa que atua, ele tem uma boa imagem.

Fim do romantismo
Na avaliação do governo Dilma, aquela imagem dos irmãos Villas-Bôas percorrendo o Brasil para identificar os nossos índios e demarcar suas terras, é coisa do passado. O Serviço de Inteligência detectou que, além da Igreja Católica e de organizações ambientais, "garimpeiros e madeireiros ilegais" também sustentam as manifestações favoráveis á causa indígena. Há relatos dos policiais federais que atuaram nas últimas reintegrações, que os índios, quando informados previamente das ações da polícia, se unem aos que atuam ilegalmente para resistir.

“Não há falta de nomes no PT. Nosso foco é definir candidatos sem brigas e sem prévias.”

Rui Falcão
Presidente Nacional do PT

Bonde da Rússia
A Câmara estará vazia esta semana. O presidente Henrique Alves irá à missão oficial na Rússia. Na comitiva, os líderes do governo, Arlindo Chinaglia (PT); do DEM, Ronaldo Caiado; do PMDB, Eduardo Cunha; e do MD, Roberto Freire.



Não é hora
Sobre eventuais divergências com o presidente da Infraero, Gustavo do Valle, o ministro Moreira Franco (Aviação Civil) desconversa. Explica que às vésperas da Copa das Confederações não se pode criar "ambiente de conflito". Diz: "o momento é despropositado para reflexões desta natureza (substituição de Valle)”.

Fundo para Minha Casa, Minha Vida
O PP apresentou projeto que mantém a multa de 10% do FGTS aos empregadores e carimba esse dinheiro, com a criação do Fundo Nacional de Habitação. Será votado com urgência, passando na frente do PLP 200, que extingue a cobrança.

O Solidariedade quase lá
Ao menos 300 mil assinaturas do Solidariedade já foram validadas pelos cartórios eleitorais. A coordenação do novo partido, que tem como principal organizador o deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), garante ter coletado 700 mil assinaturas e está em condições de ser constituído em oito estados. Falta apenas um para cumprir a regra.

Inversão de pauta
O governo vai retirar a urgência do projeto dos royalties para a educação, que tranca a pauta nesta semana e sequer começou a ser discutido na Câmara. A comissão recém foi criada e será relator o líder do PDT, André Figueiredo.

Palanque para todos os gostos
O PSB paulista quer fazer o vice do governador Geraldo Alckmin, candidato à releição pelo PSDB. O deputado Márcio França (PSB-SP) é o nome. Os socialistas querem dividir o palanque entre Aécio Neves e Eduardo Campos.

Será lançada quarta-feira no Senado campanha contra uso exclusivo do domínio ".amazon", pleiteado pela multinacional Amazon.com.

sábado, 15 de junho de 2013

A coluna Panorama Político (15/06) do jornal O Globo (Ilimar Franco)

 

Vannuchi na mira
          Há críticas no Planalto a Paulo Vannuchi, recém eleito para a Comissão de Direitos Humanos da OEA. Os seus ataques públicos à chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, no tema indígena, fez pouco sucesso na Esplanada. Mesmo que a postura diante do assunto divida o governo, o seu ataque público à porta-voz de uma das posições foi considerado equivocado.

Índio quer apito ou o pau vai comer
O governo Dilma decidiu que não irá tratar "no padrão amazônico" as duas etnias indígenas do Mato Grosso do Sul. Os guaranis-kaiowas e os terenas são considerados integrados à vida dita civilizada. O governo reconhece seu direito por terras, no limite de 2% do território estadual. Por isso, irá propor o pagamento de terra nua para os índios criarem cooperativas de trabalho e de produção, além de garantir assistência à saúde e escolas para seus filhos. Em outra frente, a União buscará democratizar a distribuição da ajuda federal entre os nativos, para evitar que se perpetue o "caciquismo" dos que são responsáveis pelo controle do dinheiro.

“Não adianta esta quebra de sigilo. Sou homem de guerra, de batalha. Não vou desistir de minha candidatura.”

Lindbergh Farias
Senador (PT-RJ), sobre a decisão do ministro José Dias Tofolli (STF) de quebrar seu sigilo bancário

Sintonia
O vice-presidente Michel Temer e o ex-presidente Lula combinaram, em almoço ontem, em São Paulo, que irão se reunir a cada 40 dias para discutir alanques estaduais. Avaliaram que ainda é cedo para bater o martelo nos estados.




Collor na largada
O senador Fernando Collor de Melo (PTB) sai na frente para o governo alagoano, com 24% das intenções de votos, em pesquisa Vox Populi. O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), tem 17%; o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), 14%; o senador Benedito Lira (PP), 11%. Destes, nem Renan nem Palmeira serão candidatos.

Serra, a esfinge
Os tucanos não acreditam que o ex-prefeito José Serra saia do PSDB para se lançar a presidente por outra legenda. Avaliam que com suas declarações ele quer se manter em evidência quando o partido vive seu melhor momento.

O vinho da Copa
Em jantar hoje em Brasília com integrantes do governo, organizadores da Copa das Confederações e parlamentares, será degustado pela primeira vez o vinho oficial da Copa do Mundo de 2014, o brasileiro Faces, da vinícola Lídio Carraro. Ele desbancou o chileno Concha e Toro. O champanhe será Moët & Chandon. O Brasil não conseguiu convencer a FIFA.

Sem muito sucesso
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP), tem procurado deputados para apoiarem uma PEC de sua autoria que proíbe textualmente o casamento gay na Constituição.

Sonhar não custa nada
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, alinhado à reeleição de Dilma, quer contrapartida: que o PT não tenha candidato e apoie sua candidatura ao governo paulista. Acredita que os baixos índices dos petistas podem fazer o sonho virar realidade.
Os seguranças da Câmara passaram a seguir fielmente regra de só deixar entrar no plenário pessoas com crachá, a pedido da Mesa Diretora.

quinta-feira, 13 de junho de 2013


Operação eleitoral
          Os governadores dos Estados, produtores de petróleo, estão batendo às portas dos bancos oficiais (BB e CEF) buscando antecipar as receitas de royalties. Eles querem recursos para investir na reta final de suas gestões. As eleições serão no ano que vem. Este tipo de operação já ocorreu no passado. Em 1999, o então governador Anthony Garotinho (RJ), refinanciou R$ 21 bilhões da dívida estadual.

Um palanque para Dilma
A direção nacional do PT ainda não sabe se o governador Eduardo Campos (PSB) será mesmo candidato a presidente, mas está se desdobrando para construir um palanque para a presidente Dilma em Pernambuco. O secretário-geral do partido, deputado Paulo Teixeira (SP), recebeu a tarefa e está conversando com as várias correntes do PT local com o objetivo de reunificá-lo. O partido está rachado desde as eleições em Recife, quando impediu o prefeito João da Costa de tentar a reeleição. Com este objetivo, o presidente petista, Rui Falcão, teve uma demorada conversa, esta semana, com o senador Armando Monteiro (PTB), que é candidatíssimo a governador.

“A coisa virou uma guerra. Entre o Sul/Sudeste e o Nordeste. E ninguém tinha exército (257 votos) para ganhar”

Henrique Eduardo Alves
Presidente da Câmara (PMDB-RN), sobre o projeto que redistribui o Fundo de Participação dos Estados


Na retaguarda
O ex-presidente Lula defendeu, em Porto Alegre, o número de ministérios existentes nos governos Lula e Dilma. Sobre a pasta das Cidades disse que, antes dele, os prefeitos eram recebidos "por cães pastores que mordiam suas bundas".


O eleitor de luxo
Ele não será candidato no ano que vem, mas o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), lidera todas as pesquisas para o governo da Bahia. Ele tem cerca de 37% das intenções de voto (P&A). Nos cenários sem sem seu nome, os indefinidos pulam para 34% e a candidatura de Geddel Vieira Lima (PMDB) é turbinada em dez pontos percentuais.

Fotografia do momento na Bahia
O vice-presidente da CEF, Geddel Vieira Lima (PMDB), lidera a corrida para o governo da Bahia. Pesquisa do Instituto P&A mostra Geddel com 23,2% e a senadora Lídice da Mata (PSB) com 13,1%. O petista melhor colocado, o senador Walter Pinheiro, tem 9,5%. No pleito presidencial, Dilma tem 54,4%, Marina Silva 17,2%, Aécio Neves 7,7% e Eduardo Campos 2,1%.


A política não socorre quem dorme
O Planalto pediu atenção redobrada aos deputados e senadores da base quanto à convocação de ministros pelas comissões do Congresso. Acha que os aliados cochilaram na convocação do ministro Gilberto Carvalho.


Na alça de mira
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, está para cair. A estatal deve investir esta ano R$ 1,5 bi. No Planalto, as informações são que ele anda em rota de colisão com o ministro Moreira Franco (Aviação Civil), que não fala do assunto.

Prestação de contas
A Telebras esclarece que concluiu no prazo, 15 de maio, a construção da rede de infraestrutura nos estádios com jogos da Copa das Confederações. E que, no dia 30, realizou, com sucesso, teste de transmissão de vídeo de alta definição (HDTV).


O projeto de reforma política do PT já tem o apoio de 200 mil eleitores. O partido vai apresentá-lo ao Congresso como um projeto de iniciativa popular.

Descaso com a paixão nacional
          A Receita decidiu jogar duro com os clubes de futebol brasileiros. Ela tem se negado a parcelar as dívidas dos clubes, que somam cerca de R$ 4 bilhões. As propostas de renegociação que a Receita apresenta não são sustentáveis pela realidade econômica do nosso futebol. Estão à beira de penhora e sequestro de bens o Fluminense, o Botafogo, o Vasco da Gama e o Palmeiras, entre outros.


“A situação financeira dos clubes é caótica. Podemos chegar em 2014 com estádios de primeiro mundo, mas com os clubes fechando as portas”

Francisco Dornelles
Senador (PP-RJ) e ex-ministro da Fazenda e ex-secretário da Receita


Os xiitas
Dirigentes esportivos relatam que negociadores do governo ameaçam reter a receita dos clubes na Timemania, loteria da CEF. O Brasil representa 2% do PIB do futebol mundial e com clubes falidos não chegará aos 30% da Inglaterra.

Verdadeiro ou falso?
Sobre a dubiedade da governadora Rosalba Ciarlini (RN) na sucessão presidencial, o presidente do DEM, José Agripino (RN), diz: “Os gestores fazem política de boa vizinhança com o governo federal”. Sobre o apoio à presidente Dilma pelos governadores do PSB, o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), afirma: “A virulência do governo Dilma é grande. É defender o Eduardo Campos e o governador perde as verbas”. Sobre prefeitos do PT defenderem uma aliança com o PMDB na sucessão do Rio, o senador Lindbergh Farias (PT) explica: “Eles precisam do apoio do governo Cabral”. Quem tem razão? Só o tempo dirá. Façam suas apostas!


Carta branca
Para aplacar a ira do PMDB, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) comunicou ontem, a líderes do PMDB e do PT, que ministros novos, como Antonio Andrade (Agricultura) e Moreira Franco (Aviação Civil), ao promover mudanças na montagem de suas equipes, devem fundamentar bem, para o Planalto, mudanças e indicações.

O contra ataque
O Diretório Regional do PT vai se reunir domingo e os que defendem a candidatura própria ao governo querem aprovar censura ao prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, por este defender aliança com o PMDB para apoiar Luiz Fernando Pezão.

O legado da Copa
A presidente Dilma anunciará hoje a entrega de seis caminhões que funcionam como Centro de Comando Móvel, e outros equipamentos de segurança de alta tecnologia, para as seis capitais sedes da Copa das Confederações. No ano que vem as outras seis capitais, que vão receber jogos da Copa do Mundo, também receberão os seus.

Correndo atrás da verba desviada
Até maio, o Ministério do Turismo abriu 1.490 processos de Tomada de Contas, relativos a R$ 305,7 milhões em repasses para convênios. Desse total, 114 processos foram para o TCU, com prejuízo comprovado R$ 23,4 milhões.

Dupla jornada
O candidato do PSB à Presidência, o governador Eduardo Campos (PSB-PE), compatibilizará a campanha eleitoral de 2014 com a atenção a um recém-nascido. Renata, sua mulher, está grávida do quinto filho, que nascerá no fim do ano.


O pedetista Sérgio Vidigal volta à Secretaria de Políticas Públicas do Ministério do Trabalho. Ele ocupou o cargo na gestão de Carlos Lupi.